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THE HERBIE HANCOCK TRIO

junho 28, 2013

O pianista, compositor e arranjador Herbie Hancock tem uma das mais interessantes carreiras do jazz. Assim como seu mentor, o trompetista Miles Davis, Hancock é naturalmente um ser inquieto e pensante. Com quase meio século de história para contar, o músico tem em sua trajetória momentos marcante com o quinteto de Miles Davis, de 65 a 68, o disco Headhunters, o trabalho com o quinteto V.S.O.P. e ainda discos importantes nas duas últimas décadas como Gershwin’s World e New Standard.

Acusado por muitos de ter se vendido ao lucro fácil durante o jazz fusion, nos anos 70, Hancock manteve a direção que sempre acreditou ser a ideal, ou seja, investir no novo, sem dogmas ou preconceitos. Apesar das reclamações dos fãs tradicionais sobre a guinada elétrica na carreira do pianista, é importante salientar que durante os anos 70, o músico lançou bons discos com repertório e arranjos do jazz clássico que o consagrou durante sua permanência no quinteto de Miles Davis.

Um destes trabalhos é o disco Herbie Hancock Trio, ao lado do baixista Ron Carter e do baterista Tony Williams. Lançado apenas no Japão, o disco reúne o trio que já tinha gravado junto em outras duas ocasiões: no quinteto de Davis e no grupo V.S.O.P, que era formado ainda pelo trompetista Freddie Hubbard e pelo saxofonista Wayne Shorter. Gravado na mesma época em que o trio excursionava com o V.S.O.P. , o disco deixa claro o que três jazzistas de primeira podem fazer quando falam o mesmo idioma, neste caso a música.

O CD abre com uma composição original de Hancock, “Watch It”, uma quebradeira de 12 minutos com direito a solos dos três músicos. Em seguida vem a clássica “Speak Like a Child”, escrita pelo pianista em 68. Nesta música, o piano de Hancock reina absoluto. A temperatura aumenta um pouco com “Watcha Waitin For It”, com destaque para o solo de Carter. Para fechar, a delicada “Look” e uma versão desconcertante de “Milestones”, composta por Miles Davis.

Com este disco, Hancock provou para os puristas que não deixou de ser um pianista de primeira linha ou um músico de jazz de talento apenas porque trocou o instrumento acústico pelos sintetizadores em alguns discos. Pelo contrário, Hancock soube melhor do que ninguém tirar proveito da tecnologia dos sintetizadores e voltar às suas origens com a mente ainda mais aberta.
http://www.sobresites.com/jazz/dicascd/hancock-trio.htm

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