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HUB-TONES

maio 29, 2013

Antes de falar da nossa dica de CD, que chega ao seu 100º disco, quero aproveitar a ocasião para dividir com você, prezado leitor, a alegria de trabalhar com o Guia de Jazz. Quero agradecer mais uma vez sua audiência e o interesse pelo nosso trabalho. Após cinco anos à frente do guia, tenho certeza que ajudamos a desvendar um pouco do universo do jazz e seus expoentes para centenas de pessoas que passaram e passam por aqui todos os meses. Muito obrigado e que venha mais 100, 200, 300 e tantas outras dicas de CDs pela frente.

Com a morte de Dizzy Gillespie, Miles Davis e Chet Baker, no fim do século XX, o trompete perdeu três nomes insubstituíveis. Cada um com seu estilo, Gillespie, Baker e Davis, ao lado de Louis Armstrong, Clifford Brown e Lee Morgan, fizeram do trompete uma voz pulsante no jazz. No século XXI, novos nomes – Wynton Marsalis, Nicholas Payton, Roy Hargrove – continuam a escrever a história do instrumento.

Ao lado desses “novatos”, está Freddie Hubbard, um senhor de quase 70 anos que ainda tem muito a dizer e uma história de parcerias importantes no currículo. Entre elas, gravações com Ornette Coleman, Art Blakey, Wayne Shorter, Eric Dolphy e Herbie Hancock, com que formou o quinteto V.S.O.P. no fim dos anos 70.

No início dos anos 60, Hubbard trabalhou com o saxofonista e flautista James Spaulding e gravou um dos melhores discos da carreira, Hub-Tones, lançado em 1962. Além de Spaulding, o quinteto era formado por Reggie Workman, no baixo, Clifford Jarvis, na bateria, e o mestre Herbie Hancock, no piano.

O disco abre com a clássica “You’re My Everything”, com destaque para o sax alto de Spaulding e os solos de Hubbard. O ritmo continua agitado com “Hub-Tones” e “For Spee’s Sake”, um hard bop de primeiro. Em “Prophet Jennings”, Spaulding ataca na flauta e dita o tom tranqüilo da melodia. O mesmo acontece em “Lament For Booker”, com Hubbard, desta vez, empunhado um flugelhorn e Hancock dedilhando com delicadeza o piano.

Em 2002, a série “The Rudy Van Gelder”, que está reeditando os grandes clássicos do selo Blue Note, incluiu três versões diferentes (alternate takes) de “Hub-Tones”, “For Spee’s Sake” e “You’re My Everything”. Não deixe de experimentar a técnica de Freddie Hubbard, um legítimo remanescente do bom hard bop.

http://www.sobresites.com/jazz/dicascd/hubbard2.htm

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