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8:30

maio 29, 2013

O que dizer de um grupo que tem entre seus membros nomes como o tecladista Joe Zawinul, o saxofonista Wayne Shorter e o baixista Jaco Pastorius? Para quem ainda não sabe estes três senhores foram responsáveis pelo mais bem sucedido grupo de jazz fusion da história, o Weather Report.

No fim dos anos 70, eles lançaram o disco Heavy Weather, considerado uma obra-prima do fusion. Ao lado de Miles Davis e do grupo Return To Forever, o Weather Report ditou o ritmo do jazz nos anos 70, considerado pelos puristas a fase mais pobre de toda a história do jazz.

Apesar das críticas, o jazz fusion conseguiu chamar novamente a atenção do público para o jazz, que tinha perdido espaço na mídia e no gosto dos ouvintes com a explosão do rock e de seus expoentes como os Beatles e Rolling Stones. Para tentar entender o que foi o fusion, nada melhor que conhecer um disco de seu mais importante intérprete, o Weather Report.

Falar sobre o disco Heavy Weather seria muito óbvio. Então decidimos comentar o disco ao vivo 8:30, lançado em 1979. Há bons motivos para você ir direto a este título. O primeiro, e o mais contundente, é o fato de ser ao vivo. Assim como acontece na maior parte dos discos registrados ao vivo, o músico instrumental parece mais livre para criar em comparação com as edições dos discos de estúdio. No caso do Weather Report, isto fica ainda mais claro quando se têm três grandes músicos em sintonia. Além de Pastorius, Shorter e Zawinul, o disco traz na bateria o jovem Peter Erskine, que hoje é um dos mais respeitados músicos do jazz.

O CD abre com “Black Market”, um dos grandes sucessos do grupo e lançada originalmente no disco homônimo de 1976, traz um solo da pesada de Shorter e uma quebradeira de Erskine. Outro clássico do grupo, do disco Heavy Weather, também está presente aqui, “Birdland”, com uma melodia deliciosa de ser escutada.

A genialidade de Pastorius pode ser comprovada por inteira em “Teen Town” e “Slang”, está com o baixista abusando literalmente de seu baixo elétrico. Por falar em momento solo, Wayne Shorter também tem o seu em “Thanks For The Memory” e na delicada “In a Silente Way”, com o sax soprano em punho.

Para fechar, o disco ainda traz quatro músicas inéditas gravadas em estúdio. Entre elas vale destacar “Brown Street” e a talvez uma das músicas mais interessantes do disco, “Sightseeing”, com solos de Pastorius, Shorter e Zawinul.

Para quem tem mais de 30 anos e provavelmente comprou o LP duplo de 8:30 vai aqui uma observação. Não, você não ficou louco em achar que no seu disco há uma música a mais – “Scarlet Woman” . Isto é a mais pura verdade. Segundo a gravadora Columbia, na época da reedição em CD, a música não foi incluída para que o disco pudesse ser lançado na versão simples e não dupla. Apenas no Japão, onde o CD foi lançado duplo, está música foi incluída.

http://www.sobresites.com/jazz/dicascd/wheater-report.htm

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