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UM POUCO DA AND

maio 22, 2013

Como todos já sabem, existe uma confraria que administramos que em 31 de Janeiro completará seu vigésimo aniversário. É a A.N.D. (Audiência Nota Dez), que funciona com reuniões mensais todas as últimas quintas –feiras de cada mês, tendo como séde a Taberna da Glória. Na verdade, sobraram quinze ou dezesseis atletas, embora já tivéssemos muitos mais. Uns saíram porque realmente não gostavam de Jazz. Outros por falta de tempo e outros auto-defenestráveis que sentiam que sua presença não era bem vinda e que realmente incomodavam. Dois vigaristas aplicaram pequenos golpes na base do “dinheiro emprestado” e atingida a meta (não pagar), se escafederam para a alegria de todos. Outro quando tinha as suas crises, “abria a lata de lixo” e ofendia a quem passasse por perto, chegando a ir a vias de fato com um companheiro Isso acontecia após o terceiro chope. Afastou-se três vezes e por sorte não tentou um novo come back.
A A.N.D. é integrada por ex-ouvintes do programa “O Assunto é Jazz” que apresentamos por quase 29 anos na Fluminense FM. De seus oito fundadores, três subiram mais cedo causando um grande desfalque ao nosso time.
Mas, tivemos também figuras pitorescas que não alcançaram o verdadeiro espírito de nossas reuniões, tomando atitudes extremas como se tivessem sido punidos por alguma falta. Vamos falar do saudoso Adauto Aragonez de Farias, guitarrista da velha guarda (Casino da Urca- Boite Drink etc.) que conhecemos através do programa. Em longa carta Aragonez queria que eu criasse um movimento e enviasse correspondência para o planalto, pedindo a proibição do rock. Quando nos encontramos pela primeira vez no Clube de Jazz do Museu do Ingá, reiterou o pedido dizendo que “o rock é o cancer da música”, Chegamos a tocar juntos no aniversário do clube e ele mostrou forte influência de Oscar Moore, do trio de Nat King Cole.

Na A.N.D. começaram os desentendimentos. Começou quando quis corrigir a pronúncia de Maxwell Johnstone que apresentava em meu programa o bloco “O beco das big-bands”. Max pronunciava béco e Aragonez em determinada tarde chegou , sentou-se ao lado do inglês e começou a ladainha : “Max, é beco e não béco como você diz”. Repetiu isso umas dez vezes tirando a paciência do nosso PHd que de repente, dispensou a fleugma britânica e disparou : “Aragonez, vai xxxxx xx xx” .Todos riram mas Mr. Max, dia seguinte ligou para todos os andistas pedindo desculpas por seu desabafo.

A segunda de Aragonez provocou gargalhadas de todos presentes. Falava-se da qualidade das comidas de restaurante e Aragonez informou que quando sua esposa tinha cólicas ele comprava quentinhas na Westfalia da Glória , onde então funcionávamos. De brincadeira perguntei para que as quentinhas e Mário Jorge emendou de primeira : “é pra colocar na barriga da esposa por causa das cólicas”.

E a última dele foi ainda pior pois determinou a sua saída do nosso grupo .Possuímos um livro de freqüência onde os presentes assinam e posteriormente faço um resumo do que aconteceu na reunião. Aragonez passou a usar um expediente inédito. Chegava “assinava o ponto”, tomava um guaraná e saia dizendo que ia para uma reunião na Maçonaria. Na terceira vez, de brincadeira, informei : “Aragonez, se você fizer isso outra vez vou cortar seu ponto”. Ele fez e eu fingi que cortei sua assinatura no livro. Não apareceu mais e encontrando um companheiro dias depois queixou-se “não volto mais lá, o Lula cortou o meu ponto”.

Dá para entender ?

http://cjub.com.br/historiasdojazz.html

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