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Jimmy Smith – Organ Grinder Swing

maio 13, 2013

Uma pesquisa realizada em uma loja de discos inglesa perguntou aos seus consumidores: qual imagem vem à cabeça quando você escute a palavra jazz? As respostas foram as mais variadas possíveis, mas as cinco primeiras foram essas: Miles Davis, saxofone, Louis Armstrong, trompete e Ella Fiztgerald..

O resultado não foi uma surpresa, mas deixou evidente que o saxofone e trompete são instrumentos fortemente associados ao jazz. Os principais responsáveis por isso, é claro, são músicos como Miles Davis, Dizzy Gillespie, Wynton Marsalis, John Coltrane, Charlie Parker e Louis Armstrong.

Quem tem mais intimidade com o jazz sabe que outros instrumentos, como gaita, guitarra, vibrafone, flauta, trombone e, obviamente, a bateria e o piano também são meios de expressar toda a sua beleza. Nos últimos anos, o órgão Hammond é outro instrumento que tem conquistado cada vez mais espaço no jazz. Entre seus principais expoentes estão John Medeski, Joey DeFrancesco, Larry Goldings e Sam Yahel.

Mas esses novatos sabem que a porta para o Hammond B-3 no jazz foi aberta há quase 50 anos, quando organistas como Dr. Lonnie Smith, Jimmy McGriff, Jack McDuff e Jimmy Smith tiraram o “velho” órgão das igrejas batistas e o trouxeram para o jazz.

Entre esses veteranos organistas, nenhum deles é mais cultuado e associado ao instrumento do que Jimmy Smith. Nascido em 1928, James Oscar Smith foi o responsável pela popularização do instrumento e gravou álbuns antológicos nas duas principais gravadoras de jazz do planeta: Blue Note e Verve.

Com cerca de 50 discos no currículo, é difícil indicar apenas um, mas vamos falar sobre um título que muitas vezes é esquecido: Organ Grinder Swing, de 1965, lançado pela Verve. Depois de quase uma década na Blue Note, onde gravou discos como “Back At The Chiken Shack”, “Straight Life” e “Prayer Meetin”, Smith começou a gravar pelo selo de Norman Granz.

“Organ Grinder Swing” traz o organista em uma formação enxuta, acompanhado pelo baterista Grady Tate e o guitarrista Kenny Burrell. Em trio, Smith parece ainda melhor e deixa isso bem claro logo na faixa-título. No clássico “Greensleeves”, com um solo de quase 7 minutos, Smith deixa pouco espaço para as frases de Burrell. Mas o guitarrista “impõe” seu instrumento em “Oh No, Babe” e mostra ao lado de Smith com quantas notas se faz um blues de doer o coração.

A formação de trio tem seu ponto alto no fabuloso tema “Satin Doll”, composto por Duke Ellington. É neste momento que guitarra, bateria e órgão se completam e você até esquece que não está ouvindo instrumentos de sopro ou o piano. O único problema do disco é sua duração, apenas 35 minutos. Mas é claro que isso não será um empecilho para você ir correndo comprar o seu exemplar, não é??!!!.

http://www.sobresites.com/jazz/dicascd/smith.html

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