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Hugh Masekela – THE LASTING IMPRESSIONS OF OOGA BOOGA

maio 13, 2013

Para quem ainda acha que Peter Gabriel (ex-Genesis), David Byrne (ex-Talking Heads) e Paul Simon (lançou o disco Graceland, com músicos africanos, em 1986) são os únicos responsáveis pela mistura de ritmos que foi rotulada de world music, fica aqui um aviso: eles chegaram tarde. Isso não quer dizer que não há mérito na preocupação desses três senhores em divulgar e usar a música africana, latina e oriental nos mais diferentes ritmos norte-americanos como o pop, o rock e o jazz.

Muito antes de Gabriel, Byrne e Simon, os Estados Unidos já tinham experimentado a fusão de sua música com ritmos de outras partes do mundo. Entre os músicos que iniciaram este casamento estão Dizzy Gillespie e Harry Belafonte. O primeiro mesclou o jazz com a música latina e o segundo introduziu a música africana e caribenha entre os ouvintes americanos. Filho de imigrantes caribenhos, Belafonte foi um dos mais influentes artistas negros dos anos 60 e foi o responsável pela vinda do trompetista sul-africano Hugh Masekela aos Estados Unidos.

Assim como a cantora Mirian Makeba e o saxofonista Fela Kuti, Masekela não renegou suas origens e conciliou como poucos a música africana com o jazz. O trompetista chegou a América aos 21 anos de idade, mas só faria sucesso em 1968, com a música “Grazing In The Grass”. Antes disso, o músico tocou em vários clubes de Nova York e casou-se com Makeba (a união durou apenas dois anos).

O disco “The Lasting Impressions Of Ooga Booga” traz o registrou do show realizado no Village Gate, em 1965. Originalmente, essas gravações foram lançadas em dois discos distintos, mas aqui estão juntas em um único CD. Para acompanhar seu trompete, ele escalou o habilidoso pianista Larry Willis, o baterista Henry Jenkins e o baixista Harold Dotson.

Logo de saída, Masekela abre espaço para três composições de Makeba, entre elas “Dzinorabiro”. Na seqüência, Willis toca os primeiros acordes de “Cantelope Island”, de Herbie Hancock, e o jazz mostra-se por inteiro. O compositor Masekela aparece em “U-Dwi” e em “Mixolydia”, tema dedicado a Miles Davis e John Coltrane.

A música latina também tem espaço no repertório com “Con Mucho Carino” e “Mas Que Nada”, clássica melodia composta pelo brasileiro Jorge Ben Jor. O jazz volta a tomar conta na introspectiva “Where Are You Going?” e em “Bo Masekela”. Para fechar, Masekela toca “Unohilo”, composta pelo sul-africano Alan Salenga.

Em tempos de mundo globalizado e sem fronteiras e de um presidente norte-americano negro, a música de Hugh Masekela não poderia estar em um ambiente mais apropriado e atual. Parafraseando os estudiosos no assunto, a música é uma linguagem universal e deve ser usada para aproximar os povos e diminuir as diferenças culturais entre eles. Que assim seja.

http://www.sobresites.com/jazz/dicascd/masekela.html

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