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Andy Bey – AIN’T NECESSARILY SO

maio 13, 2013

Eu poderia começar este texto usando um antigo ditado popular que diz que “certas pessoas são como o vinho, ficam melhores com o passar dos anos”. Mas resolvi que não iria cair na armadilha de ser óbvio e acho que fiz a melhor escolha. Falar sobre o sexagenário cantor Andy Bey é uma tarefa simples e uma obrigação para quem tem o objetivo de desbravar o mundo do jazz.

Bey começou a carreira no fim dos anos 50, ao lado das irmãs Geraldine e Salone, comandando o trio Andy and the Bey Sisters. Nos anos 70, entrou na onda do funky, mas logo depois desapareceu e permaneceu “adormecido” por duas décadas, quando voltou com o disco Ballads, Blues & Bey, de 1996. Seu retorno foi festejado pela crítica, mas ele continuou trilhando o caminho menos glamouroso do jazz.

Com o lançamento de Ballads, o cantor fez uma turnê pelos Estados Unidos para divulgar o disco. Assim como acontece com todo músico de jazz, a cidade de Nova Iorque foi parada obrigatória para Bey, que resolveu registrar suas apresentações na tradicional casa de jazz Birdland. Assim nascia o disco Ain’t Necessarily So, gravado em 1997 e lançado em 2007, pela gravadora 12th Street.

Diferentemente do disco Ballads, no qual estava sozinho, apenas na companhia de seu piano, nesta gravação, o cantor toca ao lado de Peter Washington (baixo), Kenny Washington (bateria) e Vito Lesczak (bateria). O repertório dá ênfase às baladas, como “On Second Thought”, “I Let a Song Go Out of My Heart”, de Duke Ellington, e “Hey, Love”, com 9 minutos de duração.

O lado pianista de Bey fica explícito na faixa instrumental “If I Should Lose You”. Outros destaques são as faixas “Brother, Can You Spare a Dime?”, com Bey mostrando toda sua técnica vocal, e no clássico “All the Things You Are”. Para terminar, duas composições de Gershwin. Em “Ain’t Necessarily So”, o falsete de Bey está em seu estado mais puro, e em “Someone to Watch Over Me”, o cantor, acompanhada apenas do piano, faz uma das mais belas versões já gravadas deste grande clássico. É de apertar o coração.

Com sua voz de barítono, Andy Bey foi comparado a Billy Eckstine e Johnny Hartman, mas seu grande feito foi seguir suas convicções e trilhar seu próprio caminho. O hiato de 20 anos jamais poderá ser preenchido, mas ao ouvir este disco, você vai desejar que Bey cante por pelo menos mais 20 anos. Que assim seja.

http://www.sobresites.com/jazz/dicascd/andy_bey.html

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